Deputado, pastor (e toupeira) João Campos (PSDB – GO) diz que ser gay não é normal


O deputado João Campos (PSDB – GO), que também é presidente da Frente Parlamentar Evangélica, encaminhou ao Ministério da Justiça um pedido de esclarecimento sobre dados relativos à violência contra homossexuais, divulgado no relatório anual elaborado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB).



Nós somos contra a prática do "homossexualismo".


O relatório afirma que, a cada um dia e meio, um homossexual brasileiro é assassinado, vítima de homofobia.

João Campos afirma que está preparando um requerimento ao ministro José Eduardo Cardozo, no qual pretende questionar a veracidade das informações e dados divulgados pelo GGB.

Em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco, o presidente da Frente Evangélica afirma que a bancada irá trabalhar para que o governo não elabore nenhum material educativo específico para tratar sobre as questões homossexuais. Para o deputado evangélico, é um erro o governo “adotar um programa para prevenir o preconceito e a discriminação em relação apenas a uma minoria da sociedade brasileira”.

“Por que não um programa, com fundamento na cidadania, que oriente a criança a respeitar qualquer pessoa nas suas diferenças? Evidentemente, com isso vamos garantir cidadania plena lá na frente. Agora, quando o governo direciona um programa dessa natureza apenas para uma minoria, além dele não alcançar o que pretende, ele ainda provoca efeitos colaterais”, defende João Campos.

Delegado de Polícia, João Campos é vice-presidente de uma das convenções da Igreja Evangélica Assembleia de Deus. A maior denominação evangélica, a Assembleia de Deus tem cerca de 10 milhões de fieis. Na Câmara, o deputado luta em “defesa da vida, da família, da liberdade religiosa e da laicidade do Estado”. Para o parlamentar, ser homossexual “não é normal”, e a bancada se posiciona contra qualquer ampliação de direito para essa parcela da população.

“Em nenhum lugar do mundo, nenhum país de fato entendeu que o homossexualismo é um comportamento normal. Do ponto de vista bíblico, a prática da homossexualidade é pecado. Convencidos disso, nós somos contra a prática do homossexualismo”, disse João Campos, acrescentando que a bancada não negociará em relação à união civil de casais homossexuais ou mesmo a adoção de crianças por parte desse público.
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