Vergonha: BNDES pretende usar dinheiro público em negócio Pão de Açúcar/Carrefour

A jornalista Miriam Leitão, em sua coluna no jornal O Globo desta quarta, expõe a estranha participação do BNDES na fusão que está sendo realizada entre os supermercados Pão de Açúcar e Carrefour.


O governo brasileiro já se endividou em R$ 260 bilhões para financiar o BNDES em operações que fazem cada vez menos sentido.

O BNDES deve entrar na operação com um total de R$ 2 bilhões, uma iniciativa que, segundo Miriam, é ruim para o consumidor, para o contribuinte e à economia do país. “É um disparate completo o BNDES usar dinheiro de dívida pública ou de fundos públicos para capitalizar uma operação estritamente privada, que será boa apenas para o Carrefour, para a família Diniz e para o banco BTG Pactual” diz a jornalista, que lembra ainda que nos últimos anos o Tesouro já se endividou em R$ 260 bilhões para financiar o BNDES em operações que fazem cada vez menos sentido.

E se for aprovada a MP 526, em votação nesta quarta no Senado, o banco receberá um aporte de mais R$ 55 bilhões. Resumo da ópera: o auxílio do BNDES ao negócio se trata de uma transferência de dinheiro público para o setor privado com juros subsidiados, e quem subsidia é o contribuinte, pois o banco capta os recursos a taxas de 13% ao ano, em média, e depois empresta à iniciativa privada com juros de 4%, em média.
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