Kassab veta projeto do Dia do Orgulho Hétero


O prefeito Gilberto Kassab (PSD) decidiu vetar o projeto de lei que cria o Dia do Orgulho Heterossexual em São Paulo. Para Kassab, a medida é "despropositada".


Kassab confirmou o veto ao projeto em entrevista ao jornal "Agora São Paulo".

"O heterossexual é maioria, não é vítima de violência, não sofre discriminação, preconceito, ameaças ou constrangimentos. Não precisa de dia para se afirmar", disse o prefeito na entrevista ao "Agora São Paulo".

Faz sentido que mulheres, negros e outras minorias raciais que sofreram brutalidades e ofensas tenham seus dias no calendário. "Estas datas, sim, têm sentido, pois estimulam a tolerância e a paz."

O autor do projeto de lei que cria o Dia do Orgulho Hétero é Carlos Apolinario, do DEM, partido que Kassab deixou para fundar o PSD. Ontem, a nova legenda fez sua convenção nacional em São Paulo e elegeu Kassab como seu presidente nacional.

Apolinario, membro da igreja Assembleia de Deus (Sem surpresa) disse ontem, em artigo na Folha, que seu objetivo com foi "debater o que é direito e o que é privilégio". Para ele, o Dia do Orgulho Hétero não incentiva a homofobia.

O projeto foi aprovado no início do mês em votação simbólica na Câmara. Dos 50 vereadores presentes, 19 se manifestaram contra. A criação do Dia do Orgulho Hétero ganhou até repercussão (e desaprovação) internacional. Os sites das revistas "Forbes" e "Newsday" deram destaque ao "Straight Pride Day".

A aprovação foi fruto de um acordo entre Apolinario, o líder do PT, Italo Cardoso, e o presidente da Câmara, José Police Neto (sem partido).

Apolinario estava obstruindo todas as votações na Casa até que fosse votado seu projeto. Para desobstruir as votações, Cardoso aceitou colocar o projeto na pauta e não pedir votação nominal, o que inviabilizaria a aprovação, desde que pudesse manifestar a contrariedade da bancada petista.

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