É crime compartilhar fotos de pessoas mortas

É crime compartilhar fotos de pessoas mortas


Atualmente, a velocidade na transmissão de conteúdos é impressionante.  Infelizmente, esse compartilhamento nem sempre é pautado pelo bom senso.

É muito comum vermos fotos de pessoas falecidas em acidentes, assaltos, operações policiais, serem compartilhadas nas redes sociais e aplicativos de mensagens.

Além de desrespeitar as famílias, essa exposição criminosa rende complicações para as pessoas que compartilham o conteúdo, sejam elas quem forem.

Afinal, o compartilhamento de imagens e de vídeos de pessoas falecidas pode ser considerada vilipêndio?

Basicamente, o vilipêndio de cadáver é um crime de desrespeito aos mortos, especificado no artigo 212 do Código Penal Brasileiro, que ainda estende a penalização para cadáver e suas cinzas. 

A pena prevista é de detenção de um a três anos, além de multa.

É um crime comum, podendo ser efetuado por qualquer pessoa, até mesmo familiares do morto. Mesmo que o morto seja a “vítima” do vilipêndio, o sujeito passivo da ação é a coletividade, especialmente, a família e amigos íntimos que mantinham relação com a pessoa falecida.

Bom senso na vida real e na vida virtual

No caso de vilipêndio de cadáver a ação é pública incondicionada. Sendo assim, pode ser feita uma investigação pelas autoridades e até o ajuizamento da denúncia sem depender do interesse das pessoas envolvidas.

Por isso, é essencial antes de compartilhar qualquer conteúdo em suas redes sociais ou registrar algo sempre agir pautado pelo bom senso. 

Afinal, ninguém gostaria que algo nessas circunstâncias acontecesse com a sua própria família, não é?


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